Instituto Multidisciplinar em Saúde

Universidade Federal da Bahia

Campus Anísio Teixeira

UFBA-Conquista no exterior

Publicado por em 6 de jun de 2013

Estudar no exterior é uma oportunidade única e que poucos estudantes brasileiros tiveram o privilégio de realizar. Entretanto, essa é uma realidade que está mudando graças a diversos programas de intercâmbio que estão surgindo em nosso país. A UFBA através da Assessoria para Assuntos Internacionais tem se empenhado no fomento de ações que possibilitem o crescimento pessoal e profissional da comunidade acadêmica, prospectando e induzindo a cooperação acadêmica internacional como instrumento para formar cidadãos competentes e qualificados.

A universidade participa ainda como a única parceria brasileira do Programa PRECIOSA, o qual promove intercâmbio entre os países da América Latina e Europa. O programa é uma grande oportunidade para aqueles que desejam complementação nos estudos como um mestrado ou doutorado. O programa abrange não só os membros da comunidade acadêmica, mas também outros cidadãos latino-americanos empregados em organizações públicas e privadas.

Mas é através de ações como o programa Ciência sem Fronteiras que muitos estudantes brasileiros estão tendo a oportunidade de conhecer novos modelos de ensino em instituições de renome espalhadas pelo mundo. A AscomIMS entrevistou três discentes da UFBA-Conquista que realizaram o sonho de conhecer novos países e complementarem a sua formação com conhecimento adquirido em grandes universidades pelo mundo.

Lucas Alcantara – Biotecnologia |Universidade de Toronto – Canadá

Segundo o discente, visitar o Canadá sempre foi seu sonho, já tendo pensado até mesmo em morar naquele país. Para ele, estar atualizado no âmbito acadêmico é extremamente importante e que estudar em uma universidade fora lhe trouxe inúmeros benefícios como aprender e aperfeiçoar um novo idioma, estar em contato com os melhores professores, equipamentos e com os estudos mais recentes, além de conhecer outras culturas.

Com relação ao ensino, Lucas nos contou um pouco sobre as práticas adotadas pelos professores canadenses. Segundo ele, “o conteúdo de cada aula (prática ou teórica) sempre é disponibilizado pelo professor em um portal on-line anteriormente às aulas e, por conta disto, o professor ministra a aula esperando que todos já estejam com o conteúdo estudado. Ou seja, a aula funciona basicamente como um momento para clarificar as dúvidas. Aqui o professor espera mais do aluno do que o contrário. Existem diversos trabalhos para serem feitos durante o semestre, poucas provas e muito material para ler e pesquisar fora da sala de aula, o que incentiva o aluno a estudar continuamente. Por conta da alta carga horária fora da sala de aula, a grande maioria cursa cerca de quatro disciplinas por semestre”.

Quando questionado a respeito das práticas que poderiam ser utilizadas para melhorar o ensino nas universidades brasileiras, o discente afirmou que, apesar das carências, o Brasil não deixa a desejar, faltando o seu ver, valorização do que se produz em nosso país.

Cássio Oliveira – Nutrição | Universidade Monash – Austrália

Já Cássio Oliveira escolheu ir para o outro lá do mundo, em Melbourne na Austrália. O discente nos contou que “as aulas são ministradas em grandes teatros as vezes para mais de 100 pessoas, mas também existem aulas menores e mais monitoradas, isso depende da matéria. Não são feitas provas mas sim várias atividades práticas ou mais voltadas para pesquisa como a escrita de textos acadêmicos. Só existe uma prova e ela é feita no final do semestre com todo o conteúdo da disciplina, porém o valor desse teste varia ou as vezes nem existe”.

Para ele, algumas características do ensino australiano podem ser utilizadas para melhorar o ensino brasileiro como a organização e o foco dado em algumas disciplinas. Falou ainda que a experiência tem sido muito boa e que está tendo um considerável crescimento pessoal e profissional.

Jacqueline Heine – Farmácia | Universidade de Valência – Espanha

A aluna de Farmácia, Jacqueline Heine, escolheu realizar seu intercâmbio na Europa, o que já lhe garantiu conhecer 8 novos países. “Conhecer outros tantos países é sem dúvidas uns dos momentos mais prazerosos e interessantes do intercâmbio, em que você pode ver de perto lugares que antes só eram vistos através de fotos, livros ou filmes. Até agora já visitei 8 Países com idiomas, paisagens e principalmente, costumes muito distintos, cada um com sua peculiaridade e encanto”.

Ressaltou a grande relevância da experiência, não só com relação ao ensino, mas principalmente com a prática da profissão. “Aqui o farmacêutico é visto de uma forma diferente diante dos outros profissionais e principalmente diante dos olhos da sociedade, a qual o reconhece como profissional da saúde”.

A discente nos contou que “após passar por essa experiência tão enriquecedora, diria que se um estudante tiver a oportunidade de escolher, sem dúvidas não deve terminar a graduação sem fazer um intercâmbio. É uma imersão em culturas e costumes, algo totalmente diferente de qualquer coisa já vivenciado no Brasil. Escutei uma frase logo que cheguei, algo que na época, não tinha noção do quanto seria verdadeira: ‘Quem diz que ser criança é a melhor fase da vida é porque nunca foi intercambista na Europa’”.

AscomIMS


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