Instituto Multidisciplinar em Saúde

Universidade Federal da Bahia

Campus Anísio Teixeira

Servidor da UFBA-Conquista faz parte de equipe que trabalha para orientar ativistas humanitários no Nepal

Publicado por em 5 de mai de 2015

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O técnico-administrativo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Vitória da Conquista, Roberto Rocha, que se encontra afastado da referida instituição de ensino enquanto realiza doutorado em Ciência da Computação na USP, tem feito um trabalho de equipe digno de aplausos e de orgulho por parte de seus colegas de trabalho e da sociedade e que deve servir de exemplo para todos aqueles que sonham com um mundo cada vez menos individualista e mais solidário, fraterno e humanista.

Junto com uma equipe de pesquisadores e alunos do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, da USP, o servidor Roberto Rocha tem trabalhado constantemente para orientar, através de um programa de mapeamento, os ativistas humanitários no Nepal – país asiático atingido no último dia 25 de abril por um terremoto devastador que afetou cerca de oito milhões de pessoas e já deixou até o momento mais de sete mil mortos e 14 mil feridos.

Roberto Rocha (camisa roxa) junto com colegas do projeto

Através de uma plataforma, chamada OpenStreetMap (OSM), que capta imagens de satélite, os pesquisadores e alunos da graduação e pós-graduação da USP, entre eles o doutorando Roberto Rocha, identificam casas, prédios, ruas, pontes e estradas no Nepal e disponibilizam num banco de dados do OSM aos ativistas, facilitando o trabalho destes nas ações de ajuda humanitária.

A partir da disponibilização das imagens de satélites pós-desastres, a equipe da USP identifica áreas que foram afetadas pelo terremoto e disponibiliza aos ativistas através do banco de dados do OMS.

Junto a isso está sendo empregado um sistema de roteamento que possibilita considerar, no planejamento de uma rota entre um ponto e outro, ruas que estejam bloqueadas por escombros ou estradas que racharam devido aos tremores, destacando os elementos críticos existentes no local, tais como hospitais e escolas, e oferendo rotas alternativas. “Esse roteamento considera as informações do OpenStreetMap e consegue traçar uma rota alternativa, caso algum caminho esteja bloqueado”, explicou em uma entrevista o coordenador da iniciativa, o pesquisador João Porto de Albuquerque.

Muito trabalho pela frente

O projeto, do qual Rocha hoje faz parte, começou há três anos, quando passaram a ser realizados mapeamentos colaborativos preventivos na região. A ação, no entanto, se intensificou após o desastre. Os trabalhos, que ganharam destaque na imprensa, prometem continuar por muitos dias. O número de desalojados que precisam receber mantimentos e remédios, por exemplo, é enorme, e o mapeamento realizado por essa equipe tem otimizado o trabalho das forças humanitárias e, em longo prazo, poderá ajudar na reconstrução do país.

Você que se sensibilizou com a causa também pode dar a sua contribuição. Os pesquisadores e alunos prepararam um tutorial com o passo-a-passo (www.agora.icmc.usp.br/site/mapeando-nepal-tutorial-para-iniciantes/).

Satisfação

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Em contato com nossa reportagem, Rocha contou sobre sua satisfação em poder estar contribuindo para ajudar um país que passa por um momento tão delicado. “Tem sido muito gratificante ajudar as pessoas atingidas pelo terremoto, mesmo à distância (mais de 15.000 KM). É uma experiência muito enriquecedora saber que os mapas construídos colaborativamente estão sendo utilizados pelas equipes humanitárias, in loco, para salvar vidas e aliviar um pouco o sofrimento das pessoas.”

Roberto Rocha é técnico-administrativo da UFBA-Conquista desde 2006 e se afastou da unidade para realizar doutorado em Ciência da Computação na USP. A previsão é de que ele retorne à sua universidade de origem em 2017.

 

Assessoria de Comunicação


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