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Universidade Federal da Bahia

Campus Anísio Teixeira

Alunos do curso de Medicina participam de aula prática em eutonia com professora de São Paulo

Publicado por em 24 de jul de 2017

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Os alunos do curso de Medicina, da UFBA-Conquista, participaram, na última sexta-feira (21), de uma aula prática sobre a eutonia com a eutonista e professora da Faculdade Santa Marcelina, Gabriela Bal, mestre e doutora em Ciências da Religião pela PUC-SP.

A eutonia é uma abordagem de educação somática, em que o aluno acessa a sabedoria que é própria do corpo. Por meio da atenção às sensações, promove a ampliação da percepção e da consciência corporal, propiciando a flexibilidade tônica, conforme explica o site da Associação Brasileira de Eutonia.

“É um método de educação somática que foi desenvolvido na Alemanha e depois na Dinamarca pela alemã Gerda Alexander. Ela levou esse método para Argentina e dois anos depois trouxe aqui para o Brasil. Isso por volta de 1989. A primeira formação de eutonistas, no país, começou em 1990. Desde então, existem pessoas fazendo eutonia no Brasil. Mas é muito novo ainda”, conta Gabriela Bal.

A atividade, que aconteceu no Auditório do Pavilhão Administrativo, foi fruto de uma parceria da UFBA com o Instituto Brasileiro de Eutonia, tendo como finalidade a disseminação das práticas da eutonia entre os alunos dos cursos de graduação e da pós-graduação do Campus Anísio Teixeira.

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“Estamos muito felizes com a parceria com a UFBA, porque é a primeira vez que a eutonia está chegando num curso de Medicina. Isso é muito importante para a formação dos médicos: essa abertura, essa possibilidade do trabalho de consciência corporal, do autocuidado, para que os médicos possam realizar o seu trabalho com mais proximidade na relação com o paciente, que nós preferimos chamar de aluno, porque a pessoa que aprende a eutonia, aprende a se cuidar, mesmo que tenha uma patologia muito séria”, expressa.

“A eutonia vem relembrar coisas que já fizemos, já vivemos, já sabíamos: como ficar sobre os dois apoios; como se sentar; como se movimentar; como ter liberdade de adaptação ao meio; hoje, perdemos essas qualidades. A eutonia, então, faz uma rememoração de qualidades que temos, que o ser humano tem. Trabalhamos todos esses aspectos da humanização. E é muito importante num curso de Medicina trazer o conhecimento a partir de si mesmo para depois cuidar do outro, e esse outro cuidar de si”, acrescenta.

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Primeiro docente do nordeste brasileiro a estar realizando o curso de formação profissional em eutonia, o professor da UFBA-Conquista Ricardo Evangelista acompanhou, de perto, a aula da professora Gabriela Bal. Ele explica que a atividade ensinativa foi, a princípio, direcionada somente aos alunos do curso de Medicina pelo fato de o curso referido ter um projeto político-pedagógico diferenciado, que abraça múltiplas possibilidades, como os ensinamentos da eutonia. Ressalta, no entanto, que as práticas da eutonia têm se mostrado importante para a área da saúde como um todo.

“A eutonia está muito embasada no curso de Medicina, mas já estou incluindo suas práticas em outros cursos da UFBA-Conquista. A ideia é que, partindo de Medicina, a eutonia se espalhe para o campus como um todo, para pensarmos e repensarmos a formação do profissional na área de saúde, que precisa, primeiro, ter um olhar para si, para que se possa chegar ao outro de uma forma mais humana”, revela Ricardo Evangelista.

Aluno do curso de Medicina, Gustavo Azevedo comenta que a aula se mostrou muito importante para a sua formação e a de seus colegas. “Acredito que para ser médico é preciso, primeiro, se conhecer, ser introspectivo, ter sensibilidade, para depois olhar para o seu próximo e cuidar dele. E o curso de eutonia nos ajudou muito nesse sentido”.

Assessoria de Comunicação Social


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